segunda-feira, 28 de março de 2011

COMEMORANDO O DIA DA ESCOLA DOMINICAL (Recitativo - Dramatização - Jogral - Homenagem aos professores)





COMEMORANDO O DIA DA ESCOLA DOMINICAL
(Recitativo - Dramatização - Jogral - Homenagem aos professores)

SÍNTESE HISTÓRICA
As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando 
o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração 
a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a 
partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos 
sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do 
Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão 
longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão de um homem 
que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes 
um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a 
situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam 
pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da 
Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia
insolúvel.
Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se 
sempre envolvidos nos piores delitos.
É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes 
entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar 
os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos 
para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso,
 ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, 
história e a língua materna - o inglês. Não demorou muito, e a 
escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não 
tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrando 
o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses 
moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para 
ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado 
através de nosso trabalho amoroso incondicional.
Embora haja começado a trabalhar em 1930, foi somente em 1783, 
após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert 
Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. Então, no 
dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que 
Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de 
Gloucester.
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL
Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os 
fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, 
na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a 
primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não 
era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi 
suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares 
mais retirados de nosso país. Hoje, no local onde funcionou a primeira 
Escola Dominical do Brasil, ainda é possível ver o memorial que registra 
este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.
O primeiro trabalho promovido pela Igreja Presbiteriana em nosso país, 
em língua portuguesa, foi a Escola Dominical. Isso aconteceu no Rio 
de Janeiro, no dia 22 de abril de 1862. A escola foi dirigida pelo Rev 
Ashebell Green Simonton, missionário presbiteriano.
A Escola Dominical é o principal instrumento de evangelização e instrução.
 Geralmente, ela nasce antes da Igreja, e o seu rol de alunos é, 
quase sempre, maior do que o rol de membros da Igreja. Sem ela 
seria muito difícil levar o evangelho até os confins da terra.
O terceiro domingo de setembro foi a data reservada pela Igreja 
Presbiteriana para a comemoração do Dia da Escola Dominical.


Escola Dominical
..............................(Wally Alves Fernandes)

Há uma Escola bendita

Onde se aprende a verdade,
Traz a mensagem inaudita Da graça e da liberdade. Nesta Escola
conhecemos
O que fizeram os heróis, Cujas vidas bem sabemos
São para nós qual faróis.
Vidas como a de Sansão, De Moisés e
de Josué,
Que nos falam ao coração E nos incitam à fé. Uma
história tão bonita
É a do jovem Daniel, De Ruth, a moabita E
do justo irmão Abel.
Também temos a história Do puro e manso
José,
Cujo exemplo, na memória, Nos mantém sempre em pé.
Uma vida bem formada,
Sempre nela se advinha De Dorcas, a
bem-amada
E de Ester, a rainha. Vidas assim consagradas
Para a Deus Pai servir.
Muitas mais nos são mostradas, São
 exemplos a seguir.
Nesta Escola assim se aprende A Jesus a
gente amar,
Quem não vem se arrepende, A Deus não vai
agradar.
Esta Escola benfazeja, De valor tão sem igual, Vive
aqui bem nesta Igreja,
É a Escola Dominical!





“Por favor, paizinho, vamos!”

..........................(Autor desconhecido)

- Poesia para ser dramatizada -
Personagens: narrador; pai jovem e criança; pai mais idoso 
e filha jovem não-crente

Uma garotinha de olhos cintilantes,

Rostinho alegre, olhar resplandecente, Assim falou: “Paizinho, vamos 
agora, Lá de Jesus, o amor eles ensinam, De como ele morreu por todos 
Os que o buscam”.Ah! Diz o pai: “Não... hoje, não, Pois trabalhei toda a 
semana
Vou até ao rio pescar.Lá eu repouso e posso descansar, A pesca é
agradável, todos afirmam.
Vá saindo! e não me aborreça, Iremos à
 igreja outro dia!”
Meses e anos, afinal se foram E o papai não mais
ouviu o apelo:
“Vamos à Escola Dominical!”..........Os dias da Infância
se passaram.
Agora que o pai envelhecera, E que da vida o fim se
aproxima,
Tempo ele encontra para à Igreja ir, Porém a filha, ao seu
convite, diz:
“Não... hoje, não, papai! Fiquei insone quase toda a noite,
Recuperar eu devo, um pouco, o sono...
Demais o meu semblante
 assusta...”
Então, o pai para enxugar as lágrimas, A trêmula mão
 levanta,
E relembrando os tempos que se foram, Distintamente,
parece ouvir a suplicante voz
E ver da criancinha o rosto
 resplandecente
Para si voltado, com cintilante olhar,
a lhe dizer:
“Está na hora da Escola Dominical, não queres ir, papai?”


APRESENTANDO MINHA ESCOLA(jogral por uma criança,
um jovem e um adulto)
.........................Rev Thiago Rodrigues Rocha
TODOS

Senhores: apresentamos
uma escola original.
É o nome que lhe damos:
Escola Dominical.

CRIANÇA


Eu gosto dela, vos digo,
pois me trata com atenção.
Lá, todo mundo é amigo
e aprende boa lição.

JOVEM


Eu encontro companheiros
e ensino pra minha idade.
São os mestres conselheiros,
que nos guiam à verdade.

ADULTO


Tenho também bom proveito
para a mente , o coração.
Lá aprendo o que é direito,
e conduz à boa ação.

CRIANÇA


Minha classe de criança,
adequada à minha mente,
tem lição conveniente,
por isso nunca me cansa.

JOVEM


Na classe da mocidade,
a mente não tem algemas.
Tenho toda a liberdade
de discutir meus problemas.
ADULTO

Na minha classe de adulto,
homem iletrado ou culto,
qualquer um tem permissão
de discutir a lição.

CRIANÇA


Vou nessa escola aprendendo,
com gosto, com alegria,
como poderei, crescendo,
ser um bom cristão, um dia.

JOVEM


Se todo moço cuidasse
de nessa escola querida
não faltar à sua classe
seria feliz na vida.

ADULTO


Se toda adulta pessoa
esta escola freqüentasse,
veria quanto ela é boa,
quanto fruto dela nasce!

TODOS


Amigos: apresentada
aos homens, à garotada,
a Escola Dominical,
vos dizemos afinal:

“Vinde todos aprender
ensinamento profundo.
Venham todos se inscrever
na maior escola do mundo!”


QUEM É O PROFESSOR(A) DA ESCOLA DOMINICAL
(Homenagem aos professores da nossa Escola Dominical)..............................Ana Maria Prado

(Classe ...) A diretoria da Escola Dominical tem grande responsabilidade, 
diz a palavra de Deus: “ não havendo sábia direção, o povo cai” (Pv.11.14
 e Ec.10.16).

(Classe ...)
 O professor(a) da Escola Dominical possui muitas qualidades, 

entre as quais: ser aplicado na palavra de Deus, nas suas histórias, suas 
doutrinas e assuntos necessários ao bom desempenho de sua missão.
TODOS - O aluno é o elemento mais importante da Escola Dominical. A 

escola existe por causa dele.

(Classe ...)
 A posição espiritual do professor(a), é de honra e 

responsabilidade, pois ele ensina por amor a Deus, por gratidão a
 Deus e porque Deus ordenou (Mt. 28.19-21).

(Classe ...)
 O professor(a), tem propósitos no ensino: ganhar almas 

para Jesus, desenvolver a espiritualidade dos alunos e treinar os alunos 
para a vida e para o serviço do Mestre.

(Classe ...)
 O professor(a), deve ter preparo espiritual (l Pedro 3.15), 

intelectual, social, físico, ser disciplinado, paciente, dedicado, 
comprometido e pontual.

(Classe ...)
 O material usado pelo professor(a), envolve a Bíblia, a 

revista da Escola Dominical, o esboço da lição, as fontes de consulta, 
a arrumação da sala, as boas vindas aos alunos e visitantes, os 
cumprimentos aos aniversariantes e a oração constante.

(Classe ...)
 O professor(a) tem seus métodos de ensino, podendo 

ser a preleção (Mt. 5.1), perguntas e respostas, o método de discussão, 
da leitura, das tarefas, o demonstrativo e o audiovisual.

(Todo o Departamento Infantil)
 O professor(a) pode usar como 

acessórios de ensino: quadro, gravuras, flanelógrafo, projetor, 
transparência, slides, mapas bíblicos, livros de trabalho, manuais, lápis 
de cores e cartolina.

(Classe ...)
 O professor(a) precisa ser crente fiel, vestir a camisa de 

discipulador de Cristo, assíduo, preparar-se com antecedência para as 
aulas, e entender a Escola Dominical como prioritária e fundamental na 
construção do reino de Deus.

(Superintendência)
 Afinal a Escola Dominical, está trabalhando no 

sentido de levar seus alunos à estatura e semelhança de Cristo 
(Ef. 4. 11-16) e para isto os professores são guia e modelo. O que 
ensina, esmere-se em fazê-lo (Rm 12.7b).

TODOS
 - “Queridos professores da Escola Dominical da Igreja 

Presbiteriana de ...., nós agradecemos a Deus por suas vidas e somos 
gratos por todo o ensino que nos têm dispensado. Abençoados sejam 
vocês pelo Senhor, constantemente, por tudo que fazem por nós!”

segunda-feira, 21 de março de 2011

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA

10º Lição - 04 de Agosto de 2011

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA
Texto Áureo: Mt. 25.34-36 – Leitura Bíblica: Is. 58.6,8,10,11; Tg. 2.14-17

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Objetivo: Refletir com os alunos sobre a atuação social da igreja, a fim de que sejamos zelosos no cuidado aos necessitados e na diminuição da desigualdade social.

INTRODUÇÃO
Ao Longo deste trimestre o assunto da atuação social da igreja tem voltado à tona nas lições estudadas. Tal ênfase é justificada em virtude da relevância desse tema para a igreja. Infelizmente, poucas igrejas atentam para a responsabilidade social, não reconhecem que se trata de uma doutrina bíblica. A fim de demonstrar a fundamentação desse ensino na Palavra de Deus, discorremos, na aula de hoje, sobre a atuação social no Antigo e no Novo Testamento.

1. ATUAÇÃO SOCIAL, UMA NECESSIDADE
A atuação social é uma necessidade tanto no contexto da igreja quanto fora dela. No Brasil, o déficit social é histórico, muito ainda precisa ser feito para diminuir a desigualdade social. É bem verdade, conforme destacou o Senhor Jesus, que os pobres sempre teremos conosco (Jo. 12.1), por outro lado, isso não deve eximir a igreja da sua responsabilidade social, considerando suas limitações e possibilidades. A pirâmide social brasileira é composta por uma base de pobres que trabalha intensamente, quando esses conseguem emprego. Ademais, os salários são baixos, enquanto que uma minoria vive regaladamente. Um dos problemas dessa realidade está na constituição cultural da riqueza, que, em sua maioria, é insensível à causa do pobre. Estudos comprovam que a realidade da riqueza e pobreza tem algumas particularidades culturais. Os ricos ostentam seus bens e atribuem aos pobres a incompetência pela miséria. Essa é uma condição da sociedade distanciada dos valores cristãos. Mesmo entre os evangélicos, Max Weber que o diga, existe a crença difundida de que a prosperidade material, para ser usufruída egoisticamente, é benção de Deus, ainda que essa seja angariada desonestamente. A atuação da igreja, diante dessa realidade, deve ser a de criar meios para diminuir a condição extrema de pobreza das pessoas, sejam evangélicas ou não. Além de “dar o peixe”, e preciso, às vezes, “ensinar a pescar”, investindo na formação educacional e profissional das pessoas. Mas isso apenas não é suficiente, é preciso instruir os membros da igreja para não se envolverem o apoiarem práticas sociais que impliquem retenção dos direitos comuns das pessoas. A estrutura social precisa ser modificada, é preciso que os pobres tenham maiores oportunidades, e para isso, devemos cobrar dos governantes garantias constitucionais, investimento em políticas públicas de saúde, educação e segurança, fiscalizando a fim de que os recursos sejam honestamente aplicados. Isso tem tudo a ver com o Reino de Deus, considerando que os súditos do Reino de Deus têm uma visão diferenciada da política e da economia. A política da Igreja é a de Jesus, que põe o amor, a generosidade e solidariedade em primeiro plano. A economia de Jesus é a dos tesouros celestiais, onde o ladrão não rouba, nem a traça corrói, e que coloca pessoas, não o dinheiro em primeiro lugar. Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, aborda a questão da justiça social, a Bíblia revela o cuidado do Senhor em relação aos necessitados.

2. ATUAÇÃO SOCIAL NO ANTIGO TESTAMENTO
Ao longo do Antigo Testamento, existem várias passagens bíblicas que tratam sobre temas sociais. No Pentateuco - contra o preconceito em relação às necessidades especiais: “Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv. 19.14); do idoso: “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv. 19.19.32); na aplicação da justiça: “Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito” (Lv. 19.35,36); contra a opressão ao assalariado: “Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado” (Dt. 24.14,15). Nos Provérbios – sobre o cumprimento das promessas: “Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo” (Pv. 3.28); na utilização de meios escusos contra o povo: “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” (Pv. 11.1); contra as pessoas que somente valorizam os ricos: “O pobre é odiado até pelo seu próximo, porém os amigos dos ricos são muitos. O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado” (Pv. 14.20,21); “O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador, o que se alegra da calamidade não ficará impune” (Pv. 17.5); “O homem pobre que oprime os pobres é como a chuva impetuosa, que causa a falta de alimento” (Pv. 28.3). Os livros dos profetas estão repletos de denúncias contra as injustiças sociais, em relação aos que acumulam propriedades à custa da opressão dos pobres: “Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!” (Is. 5.8); “Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho” (Jr. 22.13). “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta” (Am. 5.12); “Ai daquele que, para a sua casa, ajunta cobiçosamente bens mal adquiridos, para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar do poder do mal!” (Hc. 2.9).

3. ATUAÇÃO SOCIAL NO NOVO TESTAMENTO
Ao longo do Novo Testamento nos deparamos com vários textos que se opõem à injustiça social e conclamam a igreja à atuação social. Jesus, em suas palavras, foi bastante contundente a esse respeito: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada”. (Mc. 12.28-34). No Atos dos Apóstolos, no tocante ao cuidado com os necessitados da igreja: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At. 4.32-35); e própria instituição do diaconato tinha como fim diminuir as necessidades sociais na igreja: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio” (At. 6.1-7). Na Epístola de Tiago - contra o preconceito em relação ao pobre: “Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?” (Tg. 2.1-4); do auxílio para o sustento: “E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?” (Tg. 2.15-17); e contra a opressão do pobre pelos ricos: “Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu (Tg. 5.1-6). Esses textos são autoexplicativos e suficientes para mostrarem a relevância que a igreja deve dar à atuação social.

CONCLUSÃO
Muitas igrejas ainda desprezam a Palavra de Deus no que tange à atuação social. Há uma ilustração apropriada sobre a passagem de um mendigo, em dias distintos, na casa de um espírita, de um católico e de um evangélico. Conta-se que em cada uma das casas o mendigo recebeu respostas diferentes à sua necessidade, detalhe, tanto o espírita quanto o católico e o evangélico tinham apenas um pão. O espírita, apelando para a filantropia como forma de salvação, deu o pão inteiro ao mendigo e ficou com fome. O católico, na dúvida se a salvação seria somente pela fé, repartiu o pão ao meio e deu a metade ao mendigo. O evangélico, crendo na salvação pela graça, por meio da fé, respondeu que somente tinha um pão, e que, por isso, iria comê-lo e orar pelo mendigo. Essa é uma ilustração que reflete a ausência de atuação social de muitas igrejas evangélicas. O evangélico tem toda razão ao afirmar que a salvação é pela graça, por meio da fé, não vem das obras para que ninguém se glorie (Ef. 2.8.9), mas esquecem do versículo 10, que diz que fomos salvos “para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.

BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, R. Cristianismo e política. Viçosa: Ultimato, 2002.
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.

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