quarta-feira, 19 de outubro de 2011

***** Queimadas é do Senhor Jesus - Missões 2011 *****

6ª CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM QUEIMADAS - PB

CRUZADA EVANGELÍSTICA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM PIO X - PB


CRUZADA EVANGELÍSTICA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM S. JOÃO DO  TIGRE - PB










quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CRUZADAS

CAMPINA GRANDE - PB

S. JOÃO DO CARIRI - PB



Dia 26 de Setembro "Prévia do Dia do Evangélico" em Queimadas - PB

EBD 4º Trimestre de 2011 - NEEMIAS

Retrato Histórico de Israel antes e após a Chegada de Neemias em Jerusalém – Parte I.


Dinâmica: A Construção


Lição 01 - Quando a crise mostra a sua face
Lição 02 - Liderança em tempos de crise
Lição 03 - Aprendendo com as portas de Jerusalém
Lição 04 - Como enfrentar a oposição à obra de Deus
Lição 05 - A conspiração dos inimigos contra Neemias
Lição 06 - Neemias lidera um genuíno avivamento
Lição 07 - Arrependimento, a base para o concerto
Lição 08 - O compromisso com a palavra de Deus
Lição 09 - A organização do serviço religioso
Lição 10 - O exercício ministerial na casa do Senhor
Lição 11 - O dia de adoração e serviço a Deus
Lição 12 - As consequências do jugo desigual
                                     Lição 13 - A integridade de um líder

EBD - Subsídio 4º Trimestre 2011

Retrato Histórico de Israel antes e após a Chegada de Neemias em Jerusalém – Parte I.


Dinâmica: A Construção



Quando a crise mostra a sua face





LIÇÃO 04 - COMO ENFRENTAR OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS



COMO ENFRENTAR OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS
Texto áureo: Ne. 4.9 – Leitura Bíblica: Ne. 4.1-9

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Refletir com os alunos sobre como devemos lidar diante daqueles que se opõem à obra de Deus.

INTRODUÇÃO
A obra de Deus sempre enfrentará oposição, pois não são poucos os que a confundem com obra de homens. Na lição hoje estudaremos a respeito de como os crentes devem responder às ameaças daqueles que desejam o fracasso do trabalho. Nesta aula aprenderemos a identificar os inimigos e as suas estratégias, em seguida, destacaremos a necessidade de confiança em Deus diante das afrontas do inimigo, e por fim, demonstraremos que a melhor defesa contra os adversários está no desenvolvimento do trabalho do Senhor.

1. OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS
Existem muitos inimigos da obra de Deus, e não é fácil responder às ameaças dos adversários. A fim de paralisar o serviço, os opositores se unem, como fizeram Sambalá (norte), Tobias (leste) e Gesém (Ne. 2.19). No capítulo 4 de Neemias, outros inimigos são apresentados: os arábios (sul), os amonitas e os asdoditas (Ne. 4.7). Uma das razões pelas quais os inimigos não querem o progresso da obra de Deus é a inveja. Eles não medem esforços para atingir aqueles que trabalham para o Senhor. Sambalá, o líder dos adversários, ajunta o seu exército, incitando o povo contra o povo de Deus (Ne. 4.2). A estratégia do inimigo é a ridicularização, ele escarnece a fim de afetar a autoestima dos obreiros, chamando-os de fracos (Ne. 4.3). O inimigo não quer que acreditemos no potencial de Deus em nós para fazer o trabalho. Se deixarmos de crer que Deus está conosco, e que nos capacitará para a obra, o inimigo terá êxito e vencerá a batalha, pois aquele que pensa que é incapaz já perdeu a luta. Para tanto, os inimigos tentaram se infiltrar no meio do povo de Deus a fim de causarem confusão (Ne. 4.8). Essa estratégia do inimigo visa desintegrar a identidade, não por acaso, muitos movimentos que nada têm de doutrina bíblica se apresentam como evangélicos, a fim de fazer com que as pessoas deixem de identificar os que servem verdadeiramente a Deus dos que servem apenas a eles mesmos. Eles também atacam frontalmente os obreiros do Senhor, usam todos os recursos possíveis, para, se possível, destruir o povo de Deus. A mídia, nos dias atuais, tem desempenhado esse papel, os inimigos a utilizam em larga escala para denegrir a imagem dos evangélicos. Os pseudoevangélicos também contribuem para a descaracterização daqueles que seguem o evangelho de Cristo.

2. A CONFIANÇA NO DEUS DA OBRA
Mas essa não é obra de homens, mas de Deus, pois Ele mesmo nos comissionou para que a desempenhassemos (Mt. Mc. 16.15; Mt. 28.19,20). Por essa razão, devemos, a todo instante, confiar em Sua Palavra, e demonstrarmos nossa confiança nEle através da oração. Neemias ora a Deus, pois o servo do Senhor está consciente de a quem está servindo (Ne. 4.4-9). A oração de Neemias é urgente, ele não deixa para depois, sabe do perigo e do risco que a obra corre, por isso, lança-se aos pés do Senhor. É também uma oração franca, pois ele abre o seu coração, destacando como o povo, e ele mesmo, se sente diante da ridicularização dos inimigos. As palavras de Neemias na oração são fervorosas, ele demonstra paixão pelo Deus a quem serve. Mas não apenas Neemias orou, todos os obreiros foram conduzidos à oração, e diante da afronta do inimigo, eles oraram e também se prepararam para o caso de precisarem entrar em peleja (Ne. 4.9). A oração continua sendo uma demonstração de confiança em Deus nos dias modernos. Estamos diante de uma geração que esqueceu o real valor da oração, as facilidades tecnológicas e científicas instigam à autoconfiança. Muitos cristãos praticamente deixaram de buscar ao Senhor em oração, preferem tão somente agir, mas é preciso orar antes, durante e depois da ação, em todo tempo e lugar (Mt. 26.41; Ef. 6.18; I Ts. 5.17; I Tm. 2.8). A oração e a leitura da Bíblia resultam em coragem e disposição para enfrentar os boatos espalhados pelos inimigos (Ne. 4.12), aqueles que confiam em Deus e se dispõem a orar não se deixam tomar pelo desânimo causado pelos opositores (Ne. 4.10). As palavras de encorajamento do líder também fazem toda a diferença, Neemias disse ao povo que não temesse, que se lembrasse do Senhor e que lutasse pelas suas famílias. Os cristãos estão envolvidos em uma batalha espiritual, mas nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra as potestades do ar. As armas das nossas milícias são poderosas em Deus para a destruição das fortalezas do Inimigo (II Co. 10.4). Portanto, façamos uso de toda a armadura de Deus, para que possamos estar firmes contra as ciladas do Diabo (Ef. 6.10,11).

3. DESENVOLVENDO A OBRA DO SENHOR
Ao invés de dar ouvidos às palavras do Inimigo, devemos nos voltar para o Senhor, e fazer a parte que nos compete na obra (Ne. 4.15). Se ficarmos paralizados, refletindo sobre as afrontas do inimigo, não conseguiremos progredir, por isso, mantenhamos as mãos ocupadas, trabalhando para o Senhor, e em constante vigilância, com os olhos bem abertos (Ne. 4.16-18). Os ouvidos também devam estar atentos ao caso de algum chamado urgente, isso aponta para a necessidade de identificar os diferentes toques do Inimigo, principalmente a liderança deve ser capaz de reconhecer a voz do Adversário, para não se deixar levar pelas suas estratégias (Ne. 4.18; Cl. 2.4,8). Em resposta à fragmentação que o inimigo tenta impor ao povo de Deus, devemos permanecer juntos uns dos outros, em unidade (Ne. 4.19; At. 2.47,48). O convívio da igreja é um antídoto contra o individualismo que campeia na sociedade moderna. As pessoas estão cada vez mais isoladas, mesmo as igrejas não estão imunes a essa realidade. As grandes igrejas padecem desse mal, pois os membros não conseguem construir relacionamentos, apenas contatos esporádicos. O envolvimento social, desenvolvido por Neemias no capítulo 5, é uma demonstração de integração do povo de Deus e de compromisso com as questões sociais. Não podemos nos deixar controlar pelo capitalismo selvagem que objetifica as pessoas, sacrificando-as ao deus mercado. Na crise os ricos se aproveitam para tirar vantagem e explorarem os mais pobres (Ne. 5.5). A solidariedade, ao invés da ganância, deva ser a moeda mais forte, a situação dos que passam por privação precisa ser uma preocupação constante (Ne. 5.1,2). As pessoas endividadas devam ter a oportunidade de sairem de tal condição, caso contrário estarão para sempre debaixo do jugo da opressão, em desequilíbrio tanto moral quanto espiritual (Ne. 5.3). Os impostos devam ser usados para investir nas necessidades básicas da sociedade, não para o enriquecimento ilícito de uma minoria (Ne. 5.4). A liderança cristã deva ter cuidado para não se tornar presa e serem cúmplice de esquemas corruptos que defraudam o dinheiro dos pobres (Ne. 5.15,16). O interesse pelo desenvolvimento do público sobre o privado é uma das principais marcas do líder compromissado com Deus (Ne. 5.14, 18), seu objetivo maior não é o de tirar vantagem, muito menos de viver em ostentação, mas o de permanecer íntegro e ver o bem de todos (Ne. 5.14).

CONCLUSÃO
A obra de Deus sempre enfrentou oposição, e nós, enquanto Igreja do Senhor Jesus, não estamos imunes às afrontas do Inimigo. Passaremos tanto por oposição externa quanto interna, mas precisamos estar vigilantessermos, fundamentados na Palavra de Deus, e em oração, para não sermos prisioneiros das armadilhas do Diabo. Se confiarmos no Senhor seremos capazes de vencer, a ninguém temeremos senão ao Deus que segue adiante na batalha (Ne. 5.15; Pv. 1.7). As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Deus Vivo (Mt. 16.18), e isso é motivo para demonstrar compaixão pelo povo (Ne. 5.18), não agurdando recompensa de homens, mas a que vem de Deus (Ne. 5.19; II Tm. 4.8).



LIÇÃO 03 - APRENDENDO COM AS PORTAS DE JERUZALÉM




APRENDENDO COM AS PORTAS DE JERUSALÉM
Texto Áureo: Ne. 4.6 – Leitura Bíblica: Ne. 3.1-15

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar aos alunos que as crises, apesar do seu desconforto, sempre nos abre grandes e oportunas portas, principalmente quando dispomos de cooperadores comprometidos com o Reino de Deus.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito das portas de Jerusalém, fazendo algumas aplicações a respeito de cada uma delas. Em seguida, abordaremos particularidades do ministério de Neemias, ressaltando o segredo do seu sucesso, que não dependia dele mesmo, mas de Deus. Ao final, meditaremos a respeito das características dos cooperadores da obra do Senhor.

1. AS PORTAS DE JERUSALÉM
As portas de Jerusalém tinham um significado especial, elas estavam associadas ao julgamento. Os juizes davam o veredicto às causas do povo a partir das portas. Por esse motivo, Neemias teve a iniciativa de priorizá-las na recondução do serviço do Senhor. As portas precisavam ser reedificadas, e o sumo-sacerdote Eliasibe, como símbolo da restauração espiritual, deveria orientar os trabalhos. Nenhuma reconstrução se sustenta na sociedade a menos que Deus assuma o primeiro lugar. O sumo-sacerdote reedificou a Porta das Ovelhas (Nm. 3.1) que se situava na entrada mais oriental do lado norte das muralhas de Jerusalém (Ne. 12.39; Jô. 5.2). Nessa porta as ovelhas eram lavadas antes de serem conduzidas ao templo para o sacrifício. Ela aponta para o sacrifício ao Senhor, que não deva ser apresentado de qualquer jeito, mas com corações puros (Mt. 5.8). Aos filhos de Hessaná coube a reforma da Porta do Peixe (Ne. 3.3), provavelmente por ser aquele o lugar onde os peixes eram comercializados. Devemos lembrar, a esse respeito, que somos “pescadores de homens” (Mt. 4.19; 13.47,48). O cristianismo era simbolizado, pelos primeiros crentes, através da figura de um peixe, isso porque a palavra grega para peixe é ICHTHUS, formando o acrônimo Iesus Christus Theou Huios Soter, que quer dizer: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. A Porta Velha (Ne. 3.6), localizada na parte mais antiga da cidade, também foi restaurada, essa pode representar os fundamentos da fé, a doutrina bíblica que não pode ser substituída pelos modismos (I Tm. 3.14; I Jo. 2.24). A Porta do Vale (Ne. 3.13) foi reparada por Hanun e os moradores de Zenoa, e, a respeito dessa, é possível aplicar que a vida cristã está repleta de altos e baixos, montanhas e vales (Dt. 11.11). Com o Senhor, isto é, nas situações adversas, os vales se enchem de trigo (Sl. 65.13). A Porta do Monturo (Ne. 3.14) também foi restaurada. Essa porta recebeu esse nome por causa do lixo da cidade que era levado por meio dela para o vale de Hinom, a fim de ser queimado. Na vida do cristão essa porta precisa estar aberta para que todos os dejetos que o distanciam da presença do Senhor sejam retirados (Mt. 5.30). Se deixarmos de salgar e iluminar o mundo, para nada mais prestaremos, senão para sermos lançados fora e pisados pelos homens (Mt. 5.13). Salum, filho de Col-Hozé, reparou a Porta da Fonte (Ne. 3.15), que ficava situada próximo ao Tanque de Siloé. Jesus é a fonte que jorra para a vida eterna (Jo. 4.14). Não são poucos os que se distanciam dessa fonte, preferem ir após cisternas rotas (Jr. 2.13). Depois Malquias restaurou a Porta da Guarda, localizada na seção nordeste de Jerusalém, adjacente ao Templo. Como cristãos, devemos lembrar de guardar os mandamentos de Jesus (Jô. 14.15), pois a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos caminhos, devemos guardá-la no coração para não pecar contra o Senhor (Sl. 119.11).

2. O SUCESSO SEGUNDO DEUS
O capítulo 3 de Neemias favorece também a meditação a respeito do sucesso. Não o sucesso conforme apregoam os adeptos da auto-ajuda, pois o sucesso verdadeiro é aquele que vem de Deus. Para que tenhamos êxito na obra do Senhor, precisamos: 1) não nos conformarmos com o caos, ao invés de tão somente lamentarmos, devemos fazer alguma coisa para mudar a realidade; 2) saber escolher as pessoas certas para fazerem obras específicas (Ne. 3.2-15); 3) busque desempenhar as tarefas em integração com as pessoas, saiba trabalhar em equipe: e por fim, 4) não dispense as facilidades, Neemias não colocou empecilhos à realização da obra, antes aproveitou as pessoas que moravam nas localidades das portas (Ne. 3.13; 28-30). Em uma sociedade patriarcal como a de Israel, Neemias não dispensou o trabalho das mulheres. Elas desempenharam papel fundamental na reconstrução da obra de Deus sob a direção de Neemias. A Bíblia está repleta de exemplos de mulheres que foram usadas pelo Senhor: Miriam, Débora, Ester, Maria, entre outras. No tempo de Jesus, como ainda acontece nos dias atuais, as mulheres foram as principais mantenedoras do Reino de Deus (Lc. 8.2,3). A Bíblia destaca o ministério de Dorcas, uma mulher generosa, envolvida em obras caridosas (At. 9.36,39). A Samaritana foi um baluarte no trabalho missionário, ao conduzir muitos a Cristo através do seu testemunho (Jo. 4.28-30). Paulo, injustamente acusado de machista, agradeceu a Deus pelo ministério das mulheres na igreja do Senhor (Rm. 16.1,12; Fp. 4.13). No ministério do ensino, Priscila, geralmente citada antes do marido, Áquila, ministrou a Palavra com ousadia, reafirmando a fé de muitos crentes (Rm. 16.3). Para obter sucesso na realização da obra do Senhor não podemos dispensar força, principalmente a motivação dos irmãos, ainda que essa precise ser supervisionada. As pessoas devam ser tratadas pelo nome, o reconhecimento é parte fundamental, o texto de Neemias 3 cita nominalmente as pessoas que atuaram na reconstrução. Não apenas as grandes realizações devam ser apreciadas, mas também as pequenas, tanto os moradores de Zanoa, que repararam uma porta e mais de 500 metros de muro foram citados quanto Malquias que edificou apenas uma porta. Por fim, é necessário dar instruções claras, a comunicação é imprescindível na execução da obra de Deus, bem como atribuir tarefas, determinando, antecipadamente, as atribuições das autoridades delegadas (Ne. 3.13,17).

3. OS COOPERADORES DA OBRA
Os cooperadores da construção assumiram lugares específicos e determinados para atuarem. Isso revela o senso de organização e planejamento de Neemias. A Porta das Ovelhas foi a primeira, e teve um sumo-sacerdote a frente em razão da sua prioridade. Com essa escolha Neemias também demonstrou a necessidade da pessoa certa ocupar a posição apropriada. Os construtores não trabalharam desordenamente, uns distanciados dos outros, cada um não fazia o que bem entendia. Havia uma unidade da parcialidade, isto é, cada um fazia a sua parte, a fim de chegar a uma totalidade. A individualidade de cada um deles também foi respeitada. Os cooperadores da obra de Deus não são diferentes, eles (e elas) têm personalidades e características distintas. Deus não tem problema de trabalhar com a diversidade, na verdade, Ele foi o Criador da diferença. Há líderes que não têm essas mesmas características, querem que todos trabalhem do mesmo jeito. É comum, no movimento neopentecostal (ou pseudopentecostal) a imitação dos líderes. Não da fé e exemplo espiritual, como Paulo ordenou a ser imitadores de Cristo, mas dos trejeitos, modo de se vestir, entre outras características de menor relevância (I Co. 11.1). Os cooperadores da obra não eram pessoas interesseiras, não estavam edificando a cidade porque quisessem tirar algum proveito pessoal. Pelo que inferimos do texto de Neemias 3, se tratavam de pessoas das diversas regiões de Judá, mas que não mediram esforços, sacrificaram seus interesses pessoais a fim de reconstruírem a cidade. Em muitos arraiais evangélicos as pessoas somente se envolvem no trabalho se tiverem algum retorno: financeiro ou a consagração para algum cargo na hierarquia eclesiástica. Mas como acontece com todo trabalho, havia também os orgulhosos, aqueles que não queriam se envolver, que achavam ser um demérito fazerem a obra do Senhor. Em Ne. 3.5 está escrito que os nobres não se sujeitaram ao serviço do Senhor. Sempre existirão, na obra de Deus, aqueles que se acham importantes demais para determinadas atribuições. Os pastores “nobres” não querem mais ministrar para poucas ovelhas. Eles amam as multidões, principalmente os holofotes, adoram serem vistos pelos homens. Mas louvamos a Deus pelos obreiros compromissados com a obra, os quais, a exemplo de Paulo, estão integrados, que servem ao Senhor “com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações” (At. 20.19), que nada esperam “senão prisões e tribulações” (At. 20.23), que não têm suas vidas por preciosa (At. 20.24), que são constituídos pelo Espírito Santo para apascentar o rebanho, não deles mesmos, mas “de Deus”, comprado com o sangue de Cristo (At. 20.28).

CONCLUSÃO
A obra de Deus carece de ceifeiros, o Senhor Jesus constatou que “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros” (Mt. 9.37). E acrescentou: “Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” (v. 38). Deus espera que oremos por obreiros comprometidos com a edificação do Seu Reino, mais que isso, que sejamos esses cooperadores. No meio evangélico, muitas portas estão derrubadas, algumas delas, como nos tempos de Neemias, foram queimadas a fogo. Devemos orar a Deus para que envie obreiros e para que também sejamos obreiros e obreiras que respondam às exigências do Reino, que estejamos dispostos a sacrificar nossos interesses pessoais em prol da realização de coisas grande e pequenas para Deus.



LIÇÃO 02 - LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE




LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE
Texto Áureo: Ne. 2.20 – Leitura Bíblica: Ne. 2.11-18

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar aos alunos que na expansão e consolidação do Reino de Deus é imprescindível que ajamos com sabedoria, coragem, entusiasmo e fé.

INTRODUÇÃO
Nos momentos de crise os líderes chamados por Deus fazem à diferença. Na lição de hoje estudaremos a respeito da atuação de Neemias diante dos seus liderados. A princípio, veremos que Neemias se posicionou como um servo de Deus. Em seguida, atentaremos para o exercício da liderança em tempos difíceis. E por fim, destacaremos a necessidade de ousadia para realizar reformas em momentos de crise.

1. NEEMIAS, O LÍDER-SERVO
Como servo do Deus dos céus, Neemias demonstra praticidade na realização da vontade do Soberano. Mas antes, o servo do Senhor aguardou o momento certo para tomar as decisões necessárias. Ele ora a Deus para que tenha a oportunidade de adentrar a presença do rei, e para que obtenha êxito em seu intento (Ne. 1.11). Ele demonstra saber esperar e essa é uma lição para todo aquele que exerce liderança na igreja do Senhor. Ele também sabe esperar, consciente que o tempo da espera não é tempo perdido, mas de reflexão, a fim de evitar atitudes precipitadas (Ne. 2.1). Neemias também revela confiança, ainda que tenha inicialmente temido o rei, Ele ousou e teve coragem de dizer o que estava em seu coração (Ne. 2.2,3). Mas antes de responder à preocupação do rei, Neemias orou a Deus, ele sabia que de nada adianta tomar decisões se essas não tiverem a aprovação do Senhor (Ne. 2.4,5). Depois de ter orado e aberto seu coração perante o rei, Neemias planejou o que devera ser feito. Ele demonstrou que tinha conhecimento da situação e não estava apenas especulando (Ne. 2.6). Diante da indagação do rei a respeito da situação, Neemias solicitou sua proteção e provisão para realizar o trabalho (Ne. 2.7). O rei atendeu ao seu pedido, não porque fosse bom, mas porque a mão graciosa de Deus estava no comando (Ne. 2.8). Neemias era servo de Deus, por isso deu glória ao Senhor por haver concretizado seus intentos.

2. LIDERANÇA NA CRISE
Algumas pessoas são chamadas por Deus para liderarem em tempos de crise, Neemias foi um dos tais. Homens e mulheres vocacionadas por Deus para tempos de crise olham para além das circunstâncias. Líderes dessa natureza não surgem de uma hora para outra, é resultado de um processo de formação. Deus preparou Neemias para aquele momento, ele próprio tinha consciência do seu chamado especial para a reconstrução de Jerusalém. Antes de agir, ele chora (demonstra sensibilidade), ora (busca a orientação de Deus) e jejua (demonstra dependência de Deus). Neemias sabia avaliar as circunstâncias e percebeu que a reconstrução da cidade dependia de uma decisão política. Isso porque o rei Artaxerxes havia decretado a parada do serviço de reconstrução (Ed. 4.21). A atuação política de Neemias precisa ser contextualizada e avaliada nos dias atuais. Ele não intercedeu ao rei em seu favor, mas para o bem do seu povo, a fim de que a nação saísse da miséria e do opróbrio. Ciente dessa condição, Neemias planejou as condições para a realização da obra de Deus, avaliou as condições físicas, pois a viagem demoraria quatro meses, por isso, ele esperou três dias (Ne. 2.11). Os obreiros do Senhor precisam estar atentos às suas limitações físicas, para tanto, devem atentar para uma alimentação equilibrada, evitar excessos físicos, e principalmente, não sacrificar as horas de sono. Depois do tempo de refrigério, Neemias partiu em busca da realização do projeto de Deus. Ele apercebeu-se da oposição que teria para o desenvolvimento do trabalho (Ne. 2.10,12). Reconhecer a verdadeira oposição é fundamental, muitos líderes criam seus opositores, e, às vezes, vêem oposição onde não há. Quem pensa diferente necessariamente não está contra a realização da obra de Deus. Líderes que atuam em tempo de crise devem aprender a tirar proveito daqueles que pensam de outro modo. Esse critério deva ser avaliado na separação de obreiros para atuarem no serviço cristão. Jesus soube lidar com a diferença em seu corpo apostólico, e principalmente, tirar proveito das individualidades dos seus discípulos. Neemias fez com que seus liderados percebessem que os problemas não eram dos outros, mas também deles, que não apenas a nação estava com problemas, que eles próprios eram a nação (Ne. 2.17). Em seguida, inspirou a confiança neles, para isso, revelou-lhes que Deus o havia comissionado para uma tarefa, e que esse mesmo Deus estaria com eles nesse processo (Ne. 2.18). Ele sabia que enfrentaria oposição, e que seus liderados deveriam saber conviver com essa realidade e saber como responder àqueles que se voltam contra a obra de Deus (Ne. 2.19,20): identificando quem são eles e avaliando suas reais motivações.

3. REFORMAS EM TEMPOS DE CRISE
A reforma era uma necessidade premente diante da condição de pobreza, desânimo e oposição na qual a nação se encontrava. Na Idade Média, os reformadores perceberam a carência de mudança nos ditames da igreja cristã. Lutero e Calvino foram instrumentos de Deus a fim de que a Igreja retornasse às Escrituras. Sem entusiasmo, a obra dificilmente será realizada, sem paixão ninguém faz coisa alguma no reino de Deus (Jr. 20.9). Paulo revelou esse entusiasmo ao declarar: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At. 20.24). Mas para que a reforma seja realizada de acordo com a vontade de Deus, é preciso: 1) avaliar antes de agir (Ne. 2.11), isso dará oportunidade de analisar as condições; 2) investigar antes de motivar (Ne. 2.12), todo trabalho exige sacrifício, e as pessoas devem estar cientes desse; 3) saber calar antes de falar (Ne. 2.12,16), o silêncio é precioso, principalmente diante dos opositores; e 4) diagnosticar a natureza dos problemas (Ne. 2.17), se não identificarmos os problemas, é possível que resolvamos não-problemas e criemos problemas onde não existem. Além do mais, toda reforma bem sucedida acontece no processo de cooperação. Nesse sentido, a motivação correta deva ser apresentada, no caso de Neemias, o patriotismo justificava as atitudes. O líder deva dar o exemplo, caso contrário, não servirá de inspiração. Ao invés de dizer “vá e construam”, Neemias disse “venham e construamos”. A motivação para a concretização da obra deve estar respaldada pela Palavra de Deus. O Senhor é o Motivo de pelejarmos com integridade e coragem. A benção de Deus é o fundamento para a restauração da Sua obra (Ne. 2.20).

CONCLUSÃO
As crises são inevitáveis, cedo ou tarde, toda obra passará por dificuldades. A forma como lidamos com as crises é que faz toda diferença. Diante delas, os líderes chamados por Deus se revelam. Aqueles vocacionados por Deus para enfrentar as crises devem agir com sabedoria, coragem, entusiasmo e fé. Uma demonstração dessas características está na disposição para avaliar as circunstâncias, para agir diante das adversidades, para mostrar a motivação correta que seja capaz de inspirar outros e, sobretudo, a confiança em Deus para realizar o que está além da nossa capacidade.



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LIÇÃO 01 - QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE
INTRODUÇÃO
O tema da lição deste último trimestre do ano é: Neemias, integridade e coragem em tempos de crise, onde estudaremos sobre a biografia desse grande líder do Antigo Testamento, bem como a sua difícil tarefa de liderar a restauração dos muros de Jerusalém e a promover um grande avivamento espiritual em Israel. Sem dúvidas, o estudo das treze lições sobre a vida e obra de Neemias nos ensinarão grandes lições, não só espirituais, mas também de liderança, planejamento e administração. Na lição 1 estudaremos mais especificamente sobre a biografia de Neemias e o contexto social e espiritual em que ele viveu.
I - QUEM ERA NEEMIAS
Seu nome significa “Yahweh consola”. Ele era filho de Hacalias (Ne 1.1), tinha um irmão por nome Hanani (Ne 7.2) e foi copeiro do rei Artaxerxes no período persa (Ne 2.1). Neemias é um excelente modelo de liderança. Um homem cheio de compaixão (Ne 1.1-4), sabedoria (Ne 2.4), coragem (Ne 2.5), fé (Ne 2.20), e possuidor de ricos dons de liderança e organização (Ne 2.7-9; 11-17). Porém, devemos entender que ele executou tarefas que pareciam impossíveis, não apenas por causa dos seus dons naturais, mas, acima de tudo, por que era um homem de profunda comunhão com Deus (Ne 1.4-11; 2.4; 4.4,9; 5.19; 6.9,14; 13.14,22,29,31).
II - O CONTEXTO HISTÓRICO E SOCIAL DE NEEMIAS
2.1. Contexto Histórico de Neemias. Em 606 a.C. Nabucodonosor rei de Babilônia levou cativo os judeus para a Babilônia. O cativeiro durou 70 anos (de 606 a 536 a.C.). Mas, em 536 a.C, a Pérsia subjugou Babilônia, e Ciro, o primeiro governante persa, proclamou a restauração de Jerusalém e o retorno dos judeus, que voltaram à Jerusalém em três levas:
  • A primeira ocorreu em 536 a.C., sob a liderança de Zorobabel, quando se deu início à construção do templo de Jerusalém em 535 a.C. (Ed 2.1-70).
  • A segunda ocorreu em 457, sob a liderança de Esdras, que veio da Pérsia com a missão principal de embelezar o templo (Ed cap. 7,8).
  • A terceira ocorreu por volta de 445, sob a liderança de Neemias, para reconstruir os muros de Jerusalém (Ne cap 1,2).
2.2. Contexto Social de Neemias. Por volta de 444 a.C. Neemias tomou conhecimento por intermédio de Hanani, seu irmão, e outros judeus que vieram de Judá, acerca da situação que se encontrava os judeus repatriados, bem como a cidade de Jerusalém: “Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo” (Ne 1.3). Apesar de estar em uma situação bastante confortável, pois, como copeiro do rei ele dispunha de segurança, boa alimentação e conforto, Neemias se dispõe a ir à Jerusalém para reedificar os muros da cidade (Ne 2.1-5).
III - NEEMIAS, UM HOMEM CHAMADO POR DEUS EM UM MOMENTO DE CRISE
Apesar de não encontrarmos nas páginas da Bíblia um chamado específico para Neemias, tal qual ocorreu com Abraão (Gn 12.1-3), Moisés (Ex 3.1-10), Gideão (Jz 6.11-23) Jeremias (Jr 1.1-9) e outros; não há como duvidar que ele foi chamado por Deus para aquela tarefa (Ne 2.12). Foi por esta razão que ele se dispôs a ir reedificar Jerusalém. Sua missão não se restringiu apenas a restaurar os muros de Jerusalém, mas também, promover um grande avivamento na nação. Sua vida e missão nos ensina como vencer e superar os momentos de crise. Vejamos:
3.1 Neemias orou a Deus. Ao saber de Hanani a situação de Jerusalém, bem como dos demais judeus, Neemias pôs-se a buscar ao Senhor em oração (Ne 1.4-11). Em sua oração, Neemias adorou a Deus e lembrou-se de Sua benignidade (Ne 1.5); confessou seus pecados, bem como os da nação (Ne 1.6,7); fez menção às promessas divinas (Ne 1.8,10); e pediu ao Senhor que atendesse a sua oração, lhe fizesse prosperar e lhe desse graça perante o rei (Ne 1.11). É através da oração que podemos superar toda e qualquer crise. Foi isto que fez Abraão (Gn 20.17), Isaque (Gn 25.21), o rei Josafá (II Cr 20.5-12), Paulo e Silas (At 16.25) e outros. O salmista Asafe disse:“Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei , e tu me glorificarás”(Sl 50.15).
3.2 Neemias jejuou. O jejum é uma abstinência parcial ou total de alimentos, por um determinado período e propósito específico. O jejum bíblico não deve ser visto como penitência, e sim, como um sacrifício agradável a Deus. A Bíblia registra diversos exemplos de pessoas que jejuaram em situações específicas, como ocorreu nos dias de Samuel (I Sm 7.6), Esdras (Ed 8.21,23), Ester (Et 4.16), Daniel (Dn 9.3) e outros.
3.3 Neemias confiou em Deus. Neemias era um homem de uma fé inabalável. Ele não temeu, mesmo em meio aos perigos e ameaças dos inimigos e encorajou a outros a confiar em Deus. Certa ocasião ele disse: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar” (Ne 2.20); e, em outra ocasião disse aos magistrados e ao resto do povo:“Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e terrível…” (Ne 4.14).
3.4 Neemias prontificou-se a ir à Jerusalém. Quando o rei Artaxerxes percebeu o semblante triste de Neemias, perguntou-lhe a razão de sua tristeza. E, quando Neemias relatou ao rei o motivo pelo qual estava triste, o rei perguntou-lhe: Que me pedes agora? Ele orou a Deus e disse ao rei: “Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique” (Ne 2.1-5)Neemias nos ensina que em meio à crise, não basta orar. É preciso agir!
IV - BREVE RESUMO DOS EVENTOS QUE OCORRERAM NOS DIAS DE NEEMIAS
Neemias pediu ao rei Artaxerxes cartas para os governadores que estavam além do rio para que eles lhe permitisse passar, bem como madeira para utilizar na reconstrução (Ne 1.7,8) e seguiu sua viagem com destino a Jerusalém. Destacamos alguns eventos importantes:
4.1. Ao chegar em Jerusalém Neemias não informou a ninguém o motivo de sua ida, e saiu à noite para ver como estavam os muros e as portas de Jerusalém (Ne 2.2.11-16).
4.2. Depois de ver a condição dos muros de Jerusalém, Neemias convocou o povo para a reconstrução (Ne 2.17,18). E, apesar das oposições que enfrentou, principalmente por causa dos inimigos (Ne 2.19; 4.1-4; 6.1-3), os muros foram erguidos em cinquenta e dois dias (Ne 6.15).
4.3. Além das reformas e reconstruções, Neemias conduziu o povo a um genuíno avivamento, através da leitura da Lei (Ne 8.1-8), arrependimento e confissão de pecados (Ne 9.1-38) e estabelecimento do culto ao Senhor (Ne 8.18).




CONCLUSÃO




A Bíblia descreve diversas crises vivenciadas pelo povo de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Aprendemos com Neemias que a melhor maneira de enfrentar a crise é recorrer a Deus com jejum, oração, fé e disposição para servi-Lo. Estes foram os meios que Neemias se utilizou para superar a crise e, sua experiência foi registrada nas páginas da Bíblia para servir de exemplo para todos nós.

NEEMIAS 4º DE 2011

Retrato Histórico de Israel antes e após a Chegada de Neemias em Jerusalém – Parte I.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cruzada em Serra Branca - PB

12 Lição - A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ


12 Lição - 11 DE SETEMBRO DE 2011 

A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ
Texto Áureo: II Tm. 3.16,17 – Leitura Bíblica: II Tm. 3.14-17;
 Tt. 2.1,7,10

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


Objetivo: Ressaltar a relevância da integridade da doutrina cristã para
 a maturidade da igreja.

INTRODUÇÃO
Ao longo da sua história, a igreja sofreu ataques de todos os lados,
 tanto de fora quanto de dentro. Em I Tm. 4.1, Paulo admoesta a 
Timóteo em relação às doutrinas que se proliferariam nos últimos 
dias. Em II Tm. 3.1-14, o mesmo apóstolo lista as implicações 
práticas das doutrinas enganadoras, difundidas por aqueles que 
não têm compromisso com as verdades cristãs. O antídoto contra 
as falsas doutrinas é apresentado em II Tm. 3.15-17, o conhecimento 
e a prática da doutrina verdadeira. Ciente dessa realidade 
evidente na atualidade, estudaremos, na lição de hoje, a respeito 
da relevância da doutrina cristã na igreja.

1. DEFININDO DOUTRINA CRISTÃ
O termo doutrina – didachê em grego – significa, basicamente, 
ensino e instrução. Os ensinamentos de Cristo, em Mt. 7.28; 22.23; 
Mc. 1.22,27; 4.2; 12.38; Jo. 7.16; 18.19, podem ser denominados 
de doutrina, mais especificamente doutrina de Cristo, e, por essa 
característica, de doutrina cristã (At. 13.12; II Jo. 9). A 
necessidade de uma sã doutrina, baseada nos ensinamentos dos 
apóstolos, é destacada por Paulo em I Tm. 1.10; 4.6,13; 5.17; 6.1. 
A relevância do ensinamento é apontada ainda em Rm. 6.17; 16.17; 
Tt. 1.9; II Tm. 4.2; II Jo. 10. O autor da Epístola aos hebreus 
utiliza a palavra grega logos – palavra – em Hb. 6.1 – para se 
referir à doutrina em relação ao ensinamento fundamental 
de Cristo. A palavra portuguesa – doutrina – vem do verbo 
latino docere, que significa “ensinar”. Há igreja, por natureza, 
tem uma função educativa, o próprio Jesus nos instrui para 
que aprendamos dEle (Mt. 11.29). Jesus destacou a relevância 
do ensino na Grande Comissão, na tarefa de fazer discípulos 
(Mt. 28.20). Dentre os dons ministeriais, Paulo elenca o do ensino, 
reconhecendo que os mestres são dádivas divinas (Ef. 4.11), e a
 necessidade de que haja na igreja pessoas idôneas na Palavra,
 a fim de passar os ensinamentos de Cristo às gerações seguintes 
(II Tm. 2.2). O ensinamento na igreja é um dom espiritual, mas
 carece de esmero, ou seja, dedicação (Rm. 12.7), portanto, aqueles
 que atuam nessa área devam investir no conhecimento das 
Escrituras. Paulo é um exemplo de mestre na doutrina cristã. 
Ele diz não ter se negado a ensinar aos crentes da igreja (At. 20.20). 
Jesus foi um Mestre por excelência, pois Ele ensinava com 
autoridade (Mt. 7.28,29), por isso seus discípulos O chamavam de
 Rabi (Mt. 26.25,49; Mc. 9.5; 11.21; Jo. 1.38,49; 4.31), bem como 
outras pessoas (Jo. 3.2; 6.25). O próprio Jesus referiu a si mesmo
 como Mestre em Mt. 23.8 e Jo. 13.13. Por isso, uma igreja que é 
cristã, precisa estar disposta a ouvir os ensinamentos de Jesus, 
conforme expostos no Evangelho.

2. O PERIGO DAS FALSAS DOUTRINAS
A importância do ensinamento cristão se dá, entre outros motivos, 
em resposta aos falsos ensinamentos que se propagam no seio da
 igreja, os evangelhos diferentes (II Co. 11.4). O Senhor Jesus 
destacou os perigos dos falsos ensinamentos, que resultaria no 
engano de muitos, até mesmo dos eleitos (Mt. 7.15-20). 
Seguindo as instruções bíblicas, devemos ter cuidado para não 
nos tornarmos presa fácil das falsas doutrinas. Para tanto, 
precisamos julgar os espíritos, pois existem muitos que não
 provêem de Deus (I Jo. 4.1). Em sua Epístola aos Gálatas, Paulo 
repreende os crentes por terem deixado a sã doutrina e seguirem
 um outro evangelho (Fl. 1.7-9), e destaca o fruto do Espírito, 
como a característica central para identificar se alguém, de fato, 
professava a genuína fé (Gl. 5.22,23). Além desses critérios, 
existem outros fundamentados na Bíblia: 1) reverência e humildade, 
em oposição à arrogância e grosseria (II Co. 10.18); 2) amabilidade 
ou imposições (II Tm. 2.24-26); 3) desrespeito às autoridades, 
inclusive o Senhor, governo e pais (II Pe. 2.10-12; Jd. 8-10); 4) 
falta de respeito e amor em relação à liderança cristã (I Co. 3.1-9); 
5) ao invés de fomentarem o amadurecimento espiritual criam
 dependência (At. 17.11; Ef. 4.11-16); 6) exploração financeira 
dos fiéis (I Pe. 5.2; II Pe. 2.3); 7) falta de observância 
aos padrões divinos de sexualidade (II Pe. 2.14); 8) falta 
de compromisso com a Palavra de Deus, querem agradar aos 
ouvintes, por isso falam o essas querem, não o que está escrito 
(II Tm. 4.3,4); 9) sobrecarregam os fiéis a fim de satisfazerem
 interesses próprios (Fp. 2.3,4); 10) centralizam a atenção em
 si mesmos, ao invés de focarem Jesus Cristo (At. 20.28-31; 
III Jo. 9,10); 11) colocam-se sempre acima das pessoas, 
como celebridades, não se consideram irmãos (Mt. 23.8-12); 
e 12) incitam o culto à personalidade, pessoas são supervalorizadas 
(Gl. 2.11-21). Esses critérios bíblicos são fundamentais para a 
identificação de grupos doutrinários e doutrinas que não correspondem 
à Palavra de Deus.

3. A DOUTRINA CRISTÃ NA IGREJA
O antídoto contra os falsos ensinamentos na igreja é o investimento
 no doutrina, no ensinamento bíblico, como orientou Paulo a Timóteo 
(II Tm. 3.15-17). A igreja cristã deve priorizar o ensinamento bíblico.
 Infelizmente, ao invés de incentivarem os crentes a participar da 
Escola Dominical, muitos líderes promovem movimentos sensacionalistas. 
As escolas bíblicas, outrora uma realidade nas igrejas, devem ser 
resgatadas, com duração suficiente para que ocorra aprendizado 
efetivo. Os institutos bíblicos não devem ser censurados, principalmente 
quando esses servirem de aliados para a formação doutrinária da
 igreja, e cujo fim seja a aplicação dos conhecimentos ali adquiridos 
para a edificação do Corpo de Cristo. Os cultos de instrução e 
ensino devam ter primazia, considerando que é nesse serviço que
 o pastor tem a oportunidade de expor doutrinas e o texto bíblico. 
Os líderes da igreja também precisam desenvolver um ensino 
sistemático, destacando as doutrinas basilares da fé cristã, 
e também expondo inteiramente livros da Bíblia. Enquanto agência 
de ensinamento cristão, a Escola Bíblica Dominical tem 
contribuído ao longo da história da igreja, na verdade, muitos 
obreiros foram formados nas aulas da EBD. A arquitetura eclesiástica
 deve, inclusive, investir na expansão da EBD. Um líder que se
 preocupa com o ensinamento da Palavra na igreja, busca identificar 
e separar para o ministério do ensino pessoas comprometidas com e 
dedicadas a esse ministério. Se possível, constroem salas de aulas 
na igreja e as aparelham com recursos multimídia a fim de que 
alunos e professores possam tirar maior proveito do ensino-aprendizagem
 durante as aulas. Os crentes que frequentam a EBD, escolas 
bíblicas, institutos bíblicos e cultos de instrução não se deixam 
levar por qualquer vento de doutrina, pois estão alicerçados Rocha, 
a Palavra de Deus (Mt. 7.24,25).

CONCLUSÃO
Integridade, de acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 
tem a ver com inteireza e pureza. Uma igreja que se pauta pela
 doutrina cristã está alicerçada no próprio Cristo. Desde o 
princípio, Satanás quis subverter a Palavra de Deus (Gn. 3.1-5). 
Para que a igreja tenha saúde espiritual, essa, como Jesus, ao ser 
tentado (Mt. 4) deva se pautar pela Palavra de Deus. Para 
que a igreja seja contracultura na sociedade essa deva expor e viver 
em conformidade com as palavras de Cristo em piedade (I Tm. 6.1-3), 
conhecendo não apenas os princípios doutrinários, mas também dando
 o exemplo (II Tm. 3.10). Essa é uma necessidade urgente, considerando 
que já testemunhamos os tempos a respeito dos quais Paulo advertiu a
 Timóteo, em que muitos não querem mais dar ouvidos à sã doutrina, 
preferem amontoarem para eles mestres conforme seus desejos desenfreados
 (II Tm. 4.2,3).

BIBLIOGRAFIA
GANGEL, K. O., HENDRICKS, H. G. Manual de ensino para o educador 
cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LEBAR, L. E. Educação que é cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

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